Depois de uma garrafa vinho barato e três cigarros eu realmente acreditava que eu não o amava mais. Grande engano o meu, pois eu sabia, mas não admitia que assim que ele batesse a minha porta fosse só para me dar oi, todas as minhas juras iriam por água baixo e não adiantaria de nada as palavras malditas. O bom é que ele também sentia isso. Nós dois em uma tolice de nervos a flor da pele nos deixamos fazer o que jamais faríamos. E por mais que nós tivéssemos jurado que um sempre estaria no coração do outro, nós não falamos de que forma seria. E no meu coração ele está lá como uma ferida. Uma mágoa ardida e latejante que me arruína e me destrói a cada dia. Como eu estou no coração dele, pouco importa. Só sei que a culpa dessa ferida é minha. E eu escolhi sentir isso. E não eu não o odeio, eu me odeio. Por interpretar erradas as ações daquele menino que mal sabia o que fazia, mas que tentava de tudo para me agradar. E agora eu sei que o meu maior desejo é ter esse rapaz ao meu lado, cuidando dessa ferida, mas quem disse que eu também não o feri, e não o magoei? Sim eu apunhalei o meu amor, e agora, não adianta nada querer ele ao meu lado, pois eu também me apunhalei, e ele não quer pedaços de mim. http://www.youtube.com/watch?v=6TzvYn0AuuY
Um comentário:
Ingrid... maravilhoso texto. Emocionante expressão.
Saudades de você.
Nati
adicione-me no msn: nanabfonseca@hotmail.com
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