quarta-feira, 27 de abril de 2011

Menina-Moça

Olhos pequenos, profundos e com uma leve tristeza. Bochechas acolchoadas e sustentadas por um sorriso que engana o próprio olhar. Cabelos de branca de neve. Um cérebro mais do que pensante. O coração é um universo de sentimentos bagunçados, confusos e que parecem não se encaixar, porém quando essa menina-moça segura um lápis e conta num conto o que lhe acontece, tudo é claro aos olhos do leitor.
Menina-moça, ou será moça-menina? Eu não sei dizer ao certo. Só sei que não é mais criança, mas não é uma mulher. Não pode abraçar o mundo, porém se pudesse já teria abraçado, precisa ter um pouco de independência, mas quem disse que ela quer? Isso é porque ela gosta de sonhar, e afundada nos seus sonhos de menina, a moça esta crescendo mais e mais e permanece sonhando, agora talvez um pouco mais dentro da realidade, mas está sonhando.
            Às vezes prosa, às vezes em verso, de vez em quando em dissertação, outras vezes em reclamação, ela expõe a realidade que vive e que faz dela incrível. Uma realidade de poucos amigos, mas de muitos carinhos, de grandes exemplos vindos do sangue, e um em especial que se torna maior, pois é do sangue e da alma.  Alguns amores doloridos, também fizeram parte da curta caminhada da moça. Sobre os amores de infância eu não sei, mas quem nunca teve um amor de menina? E ela não é assim tão diferente, apesar de felizmente não ser igual ao resto das meninas-moças que vivem por ai. Essa Menina-Moça tem valores, conceitos, opiniões e sentimentos que são essenciais e raros. Ela respeita quem for, ela ama pelo que se é, ela fala sem agredir, mas diz o que acha. E por mais que isso ainda precise ser lapidado para que a pepita vire jóia, ela faz o que pode para ser uma grande mulher, como sempre sonhou e admirou em alguém que talvez esteja ao seu lado menina-moça lendo isso com você.  






Prosa dedicada a Lorena Isabelle que é a maior e melhor amiga que eu já pude ter, e que merece muito mais do que essas meras palavras, mas era isso que hoje eu tinha em mãos para lhe dar.

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