sábado, 21 de maio de 2011

Vendo o Mundo

         Desde criança Liz gostava de coisa um tanto quanto sem sentido para a sociedade normal. Deixar a marca da mão no Box, pisar em folhas secas, ouvir música e só ouvir música, desdobrar todas as roupas e dobrar de novo, brincar de roda, rolar na grama entre outras coisas que ela simplesmente só gostava de fazer.
            Liz nunca perdeu isso. Nunca perderá. Ela tomou cuidado para que as marcas da vida não levassem a sua inocência embora. Tomou cuidado para que o mundo lá fora a transformasse em uma mulher, mas uma mulher que guarda uma criança viva dentro dela. E essa criança brinca. Brinca com a razão de Liz, que por momentos para de julgar. Para de questionar e adota a filosofia de que se isso faz alguém feliz é porque é útil. Sendo assim Liz acha o mundo mais bonito. Ela não vê o mundo como uma criança. Mas a criança que mora dentro dela vê o mundo de uma forma infantil, angelical, doce e responsável. E a Mulher que mora dentro de Liz vê o mundo de forma suave, tranquila, preocupada e responsável. 

Nenhum comentário: