Havia um cheiro no ar que Bia não conseguia identificar. Era doce e lembrava um perfume, mas ela não sabia onde mais ela havia sentido aquele aroma. Estava pairando em todo o quarto e a curiosidade daquela menina que virava moça não a deixava dormir. A cada vez que Bia aspirava, ela sentia uma sensação diferente em relação ao seu corpo que a deixava inquieta, pois a cada respiração era uma curiosidade misturada a certos desejos carnais e depois um alivio momentâneo.
Depois de muito se debater naqueles lençóis que também possuíam aquele perfume, tão intrigante, Bia levantou de sua cama e caminhou em passos curtos até o espelho. Ela despiu-se e então se percebeu.
Bia analisou cada nova curva que seu corpo ainda com traços infantis. Bia descobriu seus quadris e segurou suas próprias ancas, sorriu. Olhou para cima e viu os seios ali, túrgidos, macios, firmes, e pequenos. Olhou para o reflexo de seu rosto, e a imagem de uma garotinha já não havia mais ali, agora seus olhos eram mais tranquilos, seu rosto mais fino, sua pele já não era tão macia, e sua boca havia ganhado um volume relativamente grande. Então Beatriz, encostou o nariz no ombro e sentiu o aroma que sua pele exalava. Este era o aroma que estava em todo o quarto, que estava fixo em todas as coisas daquele cômodo. Bia vestiu-se novamente e deitou-se, agora ela podia dormir.
3 comentários:
Grid, adoro como você escreve, fato *-*
Que lindo flor...A maneira como descreve tal fato é impecável!! Parabéns meu anjo!!
Obrigada gente.
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