quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Conflito.


Eles se amam. Disso ninguém tem dúvida. Mas algo os impede de seguir amando. Eles não têm motivos aparentes para não levar adiante a aliança afetiva, eles se adoram, se admiram, se ajudam, se completam e se amam. Eles não discutem, nem tem atritos ou conflitos nem brigas, porém alguns discutem como eles, criam atrito com eles. Alguns brigam com eles, por eles se amarem. Ela, Isabelli, não tem medo de enfrentar as pessoas para seguir com seu amor. Ele, Guillermo, convive com pessoas que não incentivam a união deles, isso o assusta.
Eles são de culturas diferentes, famílias opostas, não são rivais, mas a família de Guillermo tem um preconceito desnecessário perante a origem de Isabelli. Enquanto os parentes e amigos dela a apóiam e a incentivam, os companheiros e parentes de Guillermo não estão nada satisfeitos com a situação do casal.
O medo toma conta de Guillermo de tal forma que em uma conversa com Isabelli, ele chora e soluça em meio às palavras de dor. Ele não sabe se aguentara a pressão que esta sofrendo. Ela tenta acalmá-lo, mas o pânico esta tomando conta dele por inteiro. Se ele não deixar Isabelli, será expulso de casa, e da sua família. Perdera seus amigos, seus pais, e todo o resto que é contra tal união. Mas ela é o amor da vida de Guillermo, ele não aguentaria viver sem ela. Ela também não aguentaria viver sem poder olhar aqueles olhos preocupados e cheios de amor que só ele tinha. Isabelli e Guillermo precisam resolver este conflito, antes que eles entrem em atrito.
Dão um tempo. Ficam cerca de um mês sem nem trocarem mensagens ou telefonemas. Não suportam a distância. Ele a visita. Choram. Sorriem enquanto choram. Sorriem por estarem juntos outra vez, choram por não saberem se poderão estar juntos de novo. Eles pensam: “Deve haver uma solução”.
Certo dia Isabelli aparece de surpresa na casa de Guillermo. Ela tenta ter uma conversa amigável com os pais do rapaz, de nada adiantou. Ela teria de provar que sua origem era igual à deles.
Religião. Esse era o problema, e também a solução. Isabelli não mudaria sua forma de enxergar a vida e nem trocaria de doutrina, ela amava ela, mas não podia sacrificar sua forma de  vida por ele. Ele também pensava da mesma forma.
Um dia Isabelli caminhava pela rua e viu a mãe de Guillermo, a chamou para um café. Felizmente aquela senhora tão recatada e desconfiada aceitou, mas falou que teria de ser rápido. Isabelli foi de palavras rápidas e diretas ela disse:
- Minha senhora, creio no mesmo deus que você. Creio que ele também é o meu salvador. Não há motivos para desconfiar do tamanho da minha fé e nem do tamanho do amor que sinto pelo seu filho. Por favor, me aceite.
E depois de 5 segundos silênciosos aquela senhora simples deu um belo sorriso e acenou com a cabeça em sinal positivo. Eu não posso afirmar com certeza o fim desta história. Só espero que termine em valsa e em amor. 









 Dedico este texto a minha amiga Lorena que me inspirou e me sugeriu o tema. 































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