Tenta mostrar as complicadas relações entre passado presente e futuro, seres humanos e a vida.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Azeitonas
Nunca vou me esquecer daquelas duas azeitonas pretas que me olhavam. Tudo bem que elas não eram realmente negras, mas na escuridão da noite quando o dono delas me abraçava eu as enxergava em puro ébano. Eram o espelho da alma daquele que me possuía em braços e abraços. Não importava o momento, se eu olhasse lá no fundo sempre havia uma inocência de um guri sonhador e de imaginação fértil. E vou lembrar disso sempre. Não porque foram os primeiros olhos em que olhei, porque não foram, antes tiveram olhos esverdeados, mas aqueles olhos de azeitonas foram os primeiros em que eu permiti que olhassem no fundo dos meus sem que eu escondesse algo.
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