Tenta mostrar as complicadas relações entre passado presente e futuro, seres humanos e a vida.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Voar
Juliana chorou tanto que sentiu seu sangue seco. E dessa forma no frio ela sentia a circulação difícil das pernas para mante-lá viva. Tentativa inútil do instinto corpóreo em mantela viva. Juliana era tão fraca que estava desfalecendo aos poucos cada vez que era contrariada, ofendida, maltratada e rejeitada. Principalmente rejeitada. E a rejeição era corriqueira na vida de Juliana. Ela não acreditava em si, não sabia quem era, e achava que não importava quem ela fosse as pessoas simplesmente não gostariam dela. Então Juliana tentou por várias vezes ser o que ela observava, ser o que era o normal e comum a todos. Mas Juliana não era assim tão diferente dos outros. Ela apenas tinha medo de ser quem se é e por isso as pessoas se afastavam dela, por acharem Juliana falsa. E ela realmente era, falsa consigo mesma. Mas como já disse anteriormente além de cínica a moça ainda era fraca. E certo dia Juliana não aguentou mais tanta mentira, e se perdoou de tudo aquilo. E ela pensou, a porta está fechada e não vai dar para o nada. Então Juliana abriu a janela. E voou.
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