domingo, 5 de junho de 2011

A Arte do Ser.

Com a cabeça nas nuvens ela viajava entre o sonho e a realidade, e cuidava para que as marcas que a realidade deixava não atrapalhassem os valores que ela carregava em seus sonhos. Ela tinha as chaves de todos os portais para transformar seus sonhos em realidade. O medo era o motivo dela não abrir as portas. Medo de decidir, e de ter que deixar para trás todos os encantos dos cristalinos pensamentos infantis. Mas eu, a vida, lhe concedi uma missão. Consagrei no ser daquela moça que ela deveria ser arte. Ela não tinha dons, ou talentos e nem oportunidades de fazer arte. Ela simplesmente era aquilo. Ela era a Arte. Ela não sabia explicar, mas eu sei. Quando um dia ela ouviu musica, se reconheceu. Ouviu a melodia e entendeu que aquilo fazia parte da alma dela. E desde a buzina estridente de um caminhão ao canto do pássaro ela reconhece a sombra e a luz do seu próprio ser. E o seu próprio ser batalha com as próprias mãos para que consiga ser uma luz sem sombra, mas enquanto não o é, ela descobre o que a de bom naquilo que julgamos ruim.

Nenhum comentário: