E só depois que ela me deu um beijo nos olhos eu peguei no sono. E eu senti durante toda a noite que ela se fazia presente ali ao meu lado, cuidando de minha febre, acalentando meu corpo em seu colo e me aconchegando em suas pequenas e macias mãos. Ela cantou noite toda. E eu, Sebastian, dormi a noite toda sorrindo e ouvindo a voz de sereia que ela murmurava. Em vocais simples me embalava e ninava como uma criança assustada com a escuridão noturna.
Inevitavelmente eu estava melhor no dia seguinte. Mas como ela, Elizabeth, é de poucas palavras e muitas ações, eu aproveitei o momento para dizer a minha queria Liz o quanto ela é amável. Ensaiei mentalmente por alguns minutos antes de abrir os olhos para anunciar que estava acordado, respirei com um ofegar leve e sem pestanejar eu disse:
- Bom dia, meu amor.
Ela não me respondeu simplesmente me estendeu a mão que segurava um copo com água, o qual eu segurei.- Obrigado por me mimar a noite toda.
- Não deve agradecer.
- E por que não?
- Fiz isso porque amo.
Impressionado com a resposta tão inesperada de Elizabeth, eu Sebastian, olhei nos olhos daquela mulher que estava entregue de maneira tão surreal a mim e não pude dizer mais nada. Desde então eu não digo mais o quanto amo Liz, eu mostro. Levantei da cama, pedi aos empregados que me ajudassem a me banhar, e após isso eu sai para jardim colher flores para a flor mais bela do meu jardim. Agora sim eu posso dizer com propriedade que a amo.
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