sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Chuva


            E depois que o céu desabou, e caiu bem em cima de mim, e depois que eu já segurei o céu, sozinha, corre atrás como criança que se perde da mãe. E agora que eu já coloquei o céu no seu devido lugar, e que as nuvens foram embora e que um sol surgiu pra secar a chuva que deixou, aparece querendo armar tempestade e me fazer confusão, não, não.
            E por mais que ainda o chão esteja um pouco lamacento pelo que deixou, eu ando com minhas próprias pernas, e não sujo mais minhas mãos limpando toda a sujeira e cretinice que fez e nem se importou.
            Não adianta querer fazer o que já podia ter sido feito, e nem refazer tudo que foi tão mal feito. A chuva passou e não vai voltar tão cedo, quanto a você espero que não arme mais tempestades em vidas que não são suas, em histórias que não lhe pertencem nem em corações que você já feriu uma vez.

Um comentário:

disse...

Palavras mais diretas e metafóricas impossível...Lindo Grid...Parabéns Meu anjo!! =D