sábado, 27 de novembro de 2010

O Jantar de Marcelo.



Ao longo dia Marcelo pensava em como declararia seu amor para sua amada. A noite ele jantaria com ela, jantar marcado por ele já com intenções de expor sues sentimentos a ela. Marcelo cozinha muito bem, portanto o jantar seria no apartamento dele e enquanto ele preparava a refeição ficava pensando em como exporia em palavras o que ele só conseguia pensar em forma de ação. Ele é um homem apaixonado pela primeira vez, um homem feito beirando aos 30 anos que nunca amará antes, agora estava vivendo platonicamente a sublime sensação que encanta assusta e encoraja a todos perante a tudo. Marcelo só nunca havia pensado se o sentimento era recíproco. Por mais que indiretamente Marcelo agrada-se Virgínia ela nunca demonstrara um brilho nos olhos ao vê-lo. Sem duvidas Virginia achava Marcelo um homem maravilhoso, mas ela tinha receio de usar daquele ser tão bom para ela e não se importar com os sentimentos dele, porém Marcelo nunca havia pensado nisso. Ele um homem apaixonado só conseguia pensar em si mesmo. E por mais que para muito ao ler isso pensem “como assim alguém apaixonado que só pensa em si mesmo?” Marcelo como todos os outros só pensava em si. Ele não queria ser magoado, não queria ser contrariado e nem usado. Ele estaria apaixonado por Virgínia enquanto isso fizesse bem para ele, portanto ele não se importava com ela, mas dependia dela. Felizmente toda aquela paixão egoísta se confundia com um afeto aproximado ao amor que salvava a alma dele do egoísmo apaixonado. E mesmo que ele não quisesse ser rejeitado e maltratado ele queria para ela o que a fizesse feliz, mas uma hora ou outra ele se deixava levar e pensava também que a única coisa que a faria feliz era ele.
E assim em volto a tantos pensamentos o interfone tocou e ele sem demora atendeu e permitiu a subida de Virgínia ao apartamento. Ela entrou tímida e receosa e aos pouco foi se soltando, conversaram por um longo tempo em que a comida estava no fogo, jantaram e então ele começou a declamar algo improvisado na hora os versos que a prenderam a atenção eram os seguintes:
“E eu me perco no seu vago olhar
Mas sem medo eu permaneço ali a te procurar
E quando te encontro eu penso o quanto eu gostaria de me perder nos teus lábios
E depois seriamos felizes perdidos um no outro.”

Virgínia não soube muito bem o que dizer. E então depois de um longo silêncio incomodo e quase frio ela declamou em prantos o que sentia:
“Eu gostaria de me perder no amor do seu olhar
Eu adoraria encontrar você e me perder no labirinto da tua boca
E eu seria eternamente feliz ao teu lado
Se não fosse a minha certeza de que eu estaria usando seu sentimento pra me fortalecer e te destruir.
Se não fosse a minha certeza de que você merece muito mais do que ser usado e destruído.”

Ela saiu pela porta sem olhar para a face assustada dele. Nunca mais entrou lá de novo. Ele em completo desespero preferia nunca mais olhar para si mesmo, se julgava o pior dos homens, então ele saiu pela janela do sétimo andar e nunca mais entrou lá de novo.

Um comentário:

Ana Caroline disse...

Ingrid, amei isso aqui!
Daria um boa animação.
Ou um curta metragem.
Beijos :*