Helena não consegue dormir. Um calor involuntário toma conta dela, e seus pensamentos se revoltam esquecendo o sono e lembrando-se das suas carnais intimidades. Intocada por outros, Helena agora deseja se tocar, se sentir. Ela ambiciona a sua própria maciez, o seu único tremor, o seu gélido arrepio. Tudo causado por ela mesma. Ela gosta de se apreciar.
Incomodada com o calor, Helena se levanta e despe-se permanecendo somente com a roupa íntima inferior. Desliga os aparelhos eletrônicos do quarto e então deitasse novamente, mais suavizada agora. Mas seus pensamentos não a permitem o sono. Uma volúpia própria a domina de tal forma que Helena sente a sua fervura e tira um dos cobertores da cama. Relaxou. Sentiu a frieza do lençol tocando seus seios e isso a excitou. Helena estava excitada por si mesma.
E involuntariamente ela se acaricia, suavemente passa a mão por seu corpo sem nenhuma exigência. Ela toca a pele em pelo. Helena se permite o amor próprio, mas nunca se tocando aonde os pudores ainda não permitem. Ela só quer sentir a mão fria passar pelo corpo febril. Helena quer ser guiada pelos seus desejos e quer vagar pelos possíveis prazeres daquela sensação. Helena sente o seu poder, a sua sedução. Helena se seduziu. Helena se sentiu, se amou, se admirou, se fez única para ela mesma. Helena se ama e desfruta dos deleites do seu próprio amor. Mas ainda sente falta da rigidez que ela não possui, mas para aquela noite, bastou o próprio amor.

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