segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sensações Proibidas.

Em baixo do chuveiro, Lúcia percebe que a água não está tão quente como ela gostaria. Aos poucos ela fecha a torneira e assim fios finos de água vão fervendo seu corpo. De repente ela é tomada por uma volúpia profunda, devido à fervura da água em sua macia pele. Os dedos de Lúcia percorrem o próprio ser e provocam arrepios e calafrios, e isso a instiga mais ao desejo físico. Mas Lucia está só. Ela, a água e seus dedos ali naquele banheiro tomado pelo vapor onde Lúcia experimenta brincar com ela mesma.
Por um instante Lúcia introduziu seus longos dedos em seu corpo, e sentiu rapidamente sensações proibidas. Mas retirou os dedos dali e pensou por um instante: “Que horror, onde já se viu eu me satisfazer dessa forma tão impura”. Mas Lúcia não suportou, o desejo foi maior que sua razão. Ela estava ali sozinha, libidinosa, e se ela não se satisfizesse de alguma forma, também não se sentiria bem com isso.
Lúcia se permitiu. Ela desejou seu próprio corpo e então se sentou no chão frio e áspero, a água quente que escorria suavemente a fez se acender. Lúcia se acariciou se agradou. Lúcia se fez feliz.

Um comentário:

johwn disse...

Nossa! Uma bela e pura descrição de algo intimo e sublime. Que atravez de palavras simples e com pudor, singelamente relatam o ardor de um corpo descobrindo-se para as sensações carnais, emocionais e prazerosas de uma mulher!!!